Não fujamos das cruzes e de quem sofre – Papa no Angelus em Havana

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O tema da atenção ao irmão fragilizado foi retomado pelo Papa nas palavras que proferiu antes da oração mariana do Angelus, em que disse que tal como os discípulos que nunca queriam falar com Jesus acerca da sua paixão e morte, porque não queriam compreender a ideia de O ver sofrer, também nós temos a tentação de fugir das nossas cruzes e das dos outros, de afastar de quem sofre. Por isso, depois de terem venerado Jesus na Eucaristia, o Papa convidou a voltar o olhar para Nossa Senhora, pedindo-lhe para que “nos ensine a permanecer junto da cruz do irmão que sofre, a ver Jesus em cada homem caído no caminho da vida, em cada irmão que tem fome ou sede, que está nu, encarcerado ou enfermo”. “Aprendamos com Maria a ter o coração desperto e atento às necessidades dos outros”.

O Papa elevou depois o seu pensamento à “amada terra da Colômbia” que está a viver um “momento crucial e importante” da sua história, em que os seus filhos, com renovado esforço e movidos pela esperança, estão procurando construir uma sociedade em paz”.

Francisco exprimiu o desejo de que o sangue dos inocentes derramado ao longo de décadas de conflito armado se una ao “sangue de Cristo na Cruz e sustente todos os esforços que se estão a fazer, inclusivamente nesta bela ilha, para uma reconciliação definitiva. E assim esta longa noite de dor e violência, com a vontade de todos os colombianos, se possa transformar num dia sem ocaso, de concórdia, justiça, fraternidade e amor, no respeito das instituições e do direito nacional e internacional, para que a paz seja duradoura”.

“Por favor, ajudemo-nos! – suplicou o Papa, acrescentando: “Não temo o direito de permitir-nos mais um fracasso neste caminho de paz e reconciliação”

E concluiu pedindo a todos para se unirem a ele em oração a Cristo de modo particular para os que já perderam a esperança, pelos que sofrem injustiças, abandono, solidão, idosos, doentes, crianças, jovens, famílias em dificuldades… Que Maria enxugue as suas lágrimas, os console no seu amor de Mãe, lhes devolva a esperança e a alegria. Finalmente, encomendou à Mãe Santa os filhos de Cuba, pedindo-lhe para nunca os abandonar. (DA)