Festa da Padroeira: Bispos usarão báculo de Dom Antônio Barbosa

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Em comemoração aos 80 anos de criação da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi concedido ao Santuário Estadual a deferência de usar, durante o Novenário em honra a Rainha e Padroeira do Mato Grosso do Sul, o báculo – sinal do ministério pastoral – que pertenceu ao I Bispo de Campo Grande, Dom Antônio Barbosa. Assim, os sete bispos que celebrarão as Santas Missas durante a Festa farão memória dos corajosos pastores que passaram pela nossa Paróquia desde sua criação, em 1939. À época o município de Campo Grande pertencia à Diocese de Corumbá, assim como todo o atual estado do Mato Grosso do Sul, e contava apenas com uma paróquia, a Paróquia Santo Antônio.

 

Dom Vicente Maria Bartholomeu Priante, Bispo de Corumbá, pediu para que os missionários redentoristas construíssem uma igreja no promissor Bairro Amambaí e em 2 de janeiro de 1939 instalou a segunda paróquia de Campo Grande, dedicada à Mãe do Perpétuo Socorro. Dom Vicente, em 1940, lançou e abençoou a pedra fundamental da construção da igreja, e, em 1941, solenemente, inaugurou a Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. A ele sucedeu Dom Orlando Chaves na Sé de Corumbá e no governo pastoral de toda a Diocese, sempre confiando no trabalho missionário dos filhos de Santo Afonso Maria de Ligório.

 

Com a criação da Diocese de Campo Grande em 1957 – e posterior elevação à Arquidiocese Metropolitana em 1978 – Campo Grande ganhou seu I Bispo, o destemido paulista Dom Antônio Barbosa, que escolheu o mês de maio para marcar todo seu trabalho apostólico nestas terras: no dia 1º foi ordenado bispo, em memória a São José Operário, ocupando também sua preocupação pelos trabalhadores que aqui tingiam sua pele com a poeira e o sol da Cidade Morena; no dia 24, véspera de Pentecostes e dia dedicado à Auxiliadora dos Cristãos, tomou posse da nova Diocese, à época abrangia também os atuais territórios das dioceses de Coxim e Três Lagoas; também em maio nasceu, no dia 10, e morreu, no dia 3, mostrando que toda sua vida foi entregue ao anúncio do Evangelho aos filhos da Mãe do Redentor, e quis cravar em seu báculo a imagem de Nossa Senhora da Conceição, que nos lembra que a partir deste mistério começa o plano de salvação sonhado por Deus.

 

Dom Vitório Pavanello e Dom Dimas Lara Barbosa sucederam a ele, e partilham de especial amizade para com os redentoristas, ao confirmarem sua missão de sempre levar a mensagem da copiosa redenção ao anunciar a viva memória do Redentor. Nestes 80 anos, no altar que une toda a fé no Cristo dos devotos da Mãe do Perpétuo Socorro, os nomes destes cinco homens foram e são lembrados após a consagração das espécies eucarísticas para serem sinais de comum unidade da comunidade que se reúne para comungar do sacramento que brota do Coração do nosso Deus.