Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - MS

Padroeira

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi instituída a padroeira de Mato Grosso do Sul por meio de Lei Estadual. O Projeto de Lei foi aprovado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul no dia 20 de dezembro de 2017. Sete dias depois, o Governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, sancionou a Lei durante a novena das 9h, do dia 27 de dezembro de 2017.

A Lei incluiu no Calendário Oficial de Eventos do Estado, o dia 27 de junho, Dia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, como a data festiva de honras para a Padroeira. Conforme a Lei, não é feriado na data.

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro se tornou Padroeira de MS, devido à grande devoção pela Mãe que se espalhou pelo Estado. A Paróquia foi fundada em 1939. Nesses anos de história, bênçãos e milagres foram sendo anunciados, pelas cartas que os devotos da Mãe escrevem, contando com alegria e entusiasmo as graças alcançadas. São aproximadamente 25 mil pessoas que passam por quarta-feira no Santuário. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro também é padroeira de cinco cidades de MS: Antônio João, Bodoquena, Caracol, Itaquiraí e Sete Quedas.

História do Ícone

Em 1866, o Papa Pio IX confiou à Congregação Redentorista o ícone original de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, ordenando aos Redentoristas que “a tornassem conhecida no mundo inteiro.” Por isso, essa imagem de Maria é a efígie da Mãe de Deus. Em toda a terra, centenas de milhares de pessoas se reúnem semanalmente para a novena em honra de nossa Mãe do Perpétuo Socorro em uma igreja redentorista ou paróquia diocesana. Os Redentoristas se servem dessa devoção como uma grande oportunidade para cumprir sua missão de evangelizar.

O Ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é de origem oriental, grega. No século XV, um negociante roubou o quadro do altar onde estava, na Ilha de Creta, onde era venerado pelo povo cristão. Escapou milagrosamente de uma tormenta em alto mar, chegando até Roma. O negociante adoeceu mortalmente e procurou um amigo que cuidasse dele. Estando para morrer, revelou o segredo do quadro e pediu ao amigo que o devolvesse à uma igreja. O amigo, por causa da sua esposa, não quis desfazer-se de tão belo tesouro, tendo morrido sem cumprir a promessa. Por último, a Santíssima Virgem apareceu a uma menina de seis anos, filha desta família romana, e mandou-lhe dizer à mãe e à avó que o quadro devia ser colocado na Igreja de São Mateus, entre as basílicas de Santa Maria Maior e São João Latrão. A mãe obedeceu e o quadro foi colocado nesta igreja no dia 27 de março de 1499, onde foi venerado durante 300 anos. Então a devoção começou a se divulgar em toda Roma.

Em 1798 a guerra atingiu Roma. O convento e a igreja, que estavam sob o cuidado dos Agostinianos irlandeses, foram quase totalmente destruídos. Parte dos agostinianos passou para um convento vizinho e levou consigo o quadro, onde ficou oculto por anos. Em 1819, os Agostinianos se transferiram para a Igreja de Santa Maria in Postérula. Com eles foi a “Virgem de São Mateus”. Mas como “Nossa Senhora da Graça” era já venerada naquela igreja, o quadro foi posto numa capela interna do convento, onde ele permaneceu quase desconhecido, a não ser para o Irmão Agostinho Orsetti, um dos jovens frades provenientes de São Mateus.

Os anos corriam e parecia que o quadro estava para cair no esquecimento. Um jovem coroinha chamado Michele Marchi visitava muitas vezes a igreja de Santa Maria in Postérula e tornou-se amigo do Irmão Agostinho.

Este bom Irmão costumava falar ao jovem, que depois se tornou padre, com um certo ar de mistério e ansiedade, especialmente durante os anos 1850 e 1851, estas exatas palavras: “Veja bem, meu filho, você sabe que a imagem da Virgem de São Mateus está lá em cima na capela: nunca se esqueça dela, entende? É um quadro milagroso”.

O Irmão Agostinho morreu em 1853, com 86 anos, sem ter visto realizado o seu desejo de que a Virgem do Perpétuo Socorro fosse de novo exposta à veneração pública.

Em Janeiro de 1855, os Missionários Redentoristas adquiriram “Villa Caserta” em Roma, fazendo dela a Casa Generalícia da sua Congregação missionária, que se tinha espalhado pela Europa ocidental e América do Norte. Nesta mesma propriedade junto à Via Merulana, estavam as ruínas da Igreja e do Convento de São Mateus. Sem perceber, eles tinham adquirido o terreno que, muitos anos antes, tinha sido escolhido pela Virgem para seu santuário entre Santa Maria Maior e São João de Latrão. Começaram então a construção de uma igreja em honra do Santíssimo Redentor e dedicada a Santo Afonso Maria de Ligório, fundador da Congregação do Santíssimo Redentor.

Ao mesmo tempo, um grupo de jovens começava seu noviciado na nova casa. Um deles era o próprio Michele Marchi. Os Redentoristas estavam extremamente interessados na história da sua nova propriedade. No dia 7 de fevereiro de 1863, ficaram intrigados com os questionamentos de um pregador jesuíta, Padre Francesco Blosi, que em um sermão falou de um ícone de Maria que “tinha estado na Igreja de São Mateus na Via Merulana e era conhecido como a Virgem de São Mateus, ou mais corretamente a Virgem do Perpétuo Socorro”.

Em outra ocasião, o Cronista da comunidade redentorista, “examinando alguns autores que tinham escrito sobre as antiguidades romanas, encontrou referências à Igreja de São Mateus. Entre elas havia uma citação particular, mencionando que naquela igreja havia um antigo ícone da Mãe de Deus, que gozava de “grande veneração e fama por seus milagres”.

A comunidade começou a se perguntar onde poderia estar o quadro. Padre Marchi repetiu tudo o que ouviu do Irmão Agostinho Orsetti e disse a seus confrades que muitas vezes tinha visto o ícone e sabia muito bem onde se encontrava.

O Superior Geral, Padre Nicholas Mauron, apresentou uma carta ao Papa Pio IX, na qual ele pedia à Santa Sé que lhe concedesse o Ícone para ser colocado na recém-construída Igreja do Santíssimo Redentor e de Santo Afonso. O Papa concedeu a licença. Conforme a tradição, Pio IX disse ao Superior Geral dos Redentoristas: “Fazei-a conhecida no mundo inteiro!”.

Finalmente, no dia 26 de abril de 1866, a imagem era de novo exposta à veneração pública na igreja de Santo Afonso.

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